Manaus encoberta de fumaça no domingo (11). — Foto: Alexandre Pereira
As aulas presenciais das redes estadual e municipal de ensino serão retomadas nesta quarta-feira (14), após a suspensão das atividades na terça-feira (13) devido à má qualidade do ar em Manaus, afetada pela fumaça de queimadas florestais. A retomada foi informada pelas secretarias de Educação do Amazonas e da capital.
Na rede estadual, as escolas da capital e do interior deverão seguir orientações para proteger estudantes e profissionais da educação. Segundo a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, cada unidade deverá avaliar as condições da qualidade do ar e adotar medidas preventivas conforme a situação identificada.
Entre as medidas previstas estão a flexibilização dos horários, a redução do tempo das aulas e, em situações de risco à saúde, a suspensão das atividades presenciais. A avaliação deverá considerar os boletins e sistemas oficiais de monitoramento da qualidade do ar, como os da plataforma SELVA, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Na rede municipal de Manaus, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que as aulas serão retomadas normalmente nesta quarta-feira. A assessoria da pasta afirmou que as escolas e as famílias já foram comunicadas. Caso a qualidade do ar piore, a secretaria poderá emitir novas orientações.
Manaus registrou uma leve melhora na qualidade do ar na manhã desta terça-feira (13), após chuvas atingirem bairros das zonas Oeste e Centro-Oeste durante a madrugada. Apesar disso, a capital amazonense continuou com o ar mais poluído do país, segundo a plataforma internacional IQAir.
Por volta das 5h30, o Índice de Qualidade do Ar (AQI⁺) da plataforma marcou 92, classificado como moderado. A concentração de partículas finas PM2.5 era de 31 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Segundo a IQAir, o nível é 6,3 vezes superior ao valor de referência anual para esse poluente estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na segunda-feira (12), a concentração média de partículas finas (MP2,5) na capital chegou a 135 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “péssimo” pelo monitoramento da qualidade do ar.
A fumaça que encobre Manaus é atribuída, segundo a Prefeitura, a queimadas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e Metropolitana, além de outros estados.
As partículas finas presentes na fumaça podem penetrar profundamente no sistema respiratório e aumentar os riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
G1*